DEPRESSÃO
A depressão é uma doença caracterizada por uma série de alterações químicas no cérebro, principalmente em relação aos neurotransmissores - serotonina, noradrenalina e, em proporção menor a dopamina -, hormônios que influenciam diretamente no humor, ansiedade, sono e alimentação.
Segundo dados divulgados pela OMS (Organização Mundial da Saúde), em 2030 a depressão será a doença mais comum em todo mundo, superando todos os demais problemas de saúde, até mesmo doenças cardíacas e o câncer.
Médicos e pesquisadores de todo o mundo dedicam suas vidas em função de encontrar a "cura" para esta epidemia, ou seja, medicamentos que auxiliem a alcançar um funcionamento normal destes neurotransmissores, ligados a felicidade ou depressão. Mas será que precisamos, necessariamente, de medicamentos, para melhorar a depressão?
Podemos tentar, primeiramente, um dieta equilibrada certo? Alguns alimentos ajudam a melhorar o humor, pois assim como os medicamentos geram uma resposta química que estimula a produção e liberação destes neurotransmissores.
A produção de serotonina é dependente da ingestão de alimentos fontes de triptofano (aminoácido) e de carboidratos. Já adopamina e a noradrenalina são produzidas com o auxílio do aminoácido tirosina. Vitaminas do complexo B e alguns minerais também estão envolvidos na modulação destes hormônios. Portanto a ingestão adequada destes nutrientes, nos garante a manutenção ideal dos neurotransmissores no organismo, proporcionando um melhor controle do humor.
Além da nutrição, ainda temos outro estímulo para se testar, antes de cair nas drogas.
Dentre os efeitos do exercício físico está também a secreção de alguns hormônios, como as catecolaminas (adrenalina e noradrenalina). Seus níveis plasmáticos aumentam de maneira diferenciada durante o exercício, a concentração de noradrenalina aumenta acentuadamente em exercícios com intensidade leve a moderada (superiores a 50% do VO2 máx), enquanto a concentração de adrenalina só irá aumentar, significativamente, em exercícios extenuantes (superiores a 75% VO2 máx).
Há situações em que a depressão ocorre por alterações fisiológicas, complicando a liberação e a produção dos neurotransmissores, mesmo quando o indivíduo segue uma alimentação adequada e pratica exercícios físicos. Neste caso, e ao meu ver, somente neste caso, devemos sim procurar um especialista para tentar modular estes neurotransmissores.




